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GRAVAÇÕES BRASILEIRAS / BRAZILIAN RECORDINGS
Total: Brunswick 2 + Victor 150 + Odeon 129 = 281

 A   B   C   D   E   F   G   H   I   J   L 
 M   N   O   P   Q   R   S   T   U   V   Y 



GRAVAÇÕES AMERICANAS / AMERICAN RECORDINGS
(Decca Records, Inc.)
Total 32


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APRESENTAÇÕES EM FILMES E SHOWS AMERICANOS
ALGUMAS NÃO GRAVADAS EM DISCO /
SONGS FEATURED IN AMERICAN MOVIES & SHOWS
SOME NOT RELEASED ON RECORDS
Total 32


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DISCOGRAFIA CRONOLÓGICA
CHRONOLOGICAL DISCOGRAPHY


 1929   1930   1931   1932   1933   1934 
 1935   1936   1937   1938   1939   1940 
 1941   1942   1945   1947   1949   1950 



"ELES INTERPRETAM CARMEN MIRANDA" /
"THEY PERFORM CARMEN MIRANDA"

Os Maiores Sucessos de Carmen Miranda
na Voz e Talento de Outros Artistas /
Carmen Miranda's Greatest Hits
Performed by Other Singers & Artists
Intérpretes/Singers or Players = 106   Faixas/Tracks = 136


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A discografia de Carmen Miranda foi iniciada por Sylvio Tullio Cardoso. Em 1954, Lucio Rangel procedeu a uma revisão, quase que a completando. Em 1974, Walter Teixeira Alves, de São Paulo, em fascículo particular, finalmente relacionou todos os seus discos, nacionais e americanos.

Carmen gravou 2 músicas na Brunswick, em Dezembro de 1929 (1 disco), 150 na Victor, de Dezembro de 1929 a Abril de 1934 (77 discos) e 129 na Odeon, de Abril de 1935 a Setembro de 1940 (65 discos), totalizando 281 gravações e 143 discos.

Quanto aos gêneros musicais, temos:


       G R A V A D O R A S                          
   RITMOS     Brunswick   Victor   Odeon   TOTAIS 
Samba16057
Samba Canção-5-
Samba Jongo--3
Samba Batuque--2
Samba Tango--1
Samba Romântico--1
Samba Chôro--5
 Samba Típico Baiano --1
Samba Revista--1
Cena Carioca--1
 Cena Típica Baiana --1
Batuque--2
 Batuque Humorístico -1-
Partido Alto--1143
Marcha-6036
 Marcha Carnavalesca -3-
Marcha Canção-3-
Marchinha-4-
Marcha Frevo--1107
Choro1-10
Chorinho--1
Choro Receita--113
Canção-2-
Canção Toada-1-
Cançonetas Cômicas-2-
Canção de Roda
Infantil
--16
Rumba--2
Rumba Canção--13
Fox Trot-1-
Fox Canção-1-2
Tango-2-2
Zamba-1-1
Lundu-1-1
Cateretê-1-1
Humorismo-2-2

T O T A I S
2150129281


Carmen foi acompanhada musicalmente por verdadeiros mestres: Pixinguinha, Benedicto Lacerda, Rogério Guimarães, Josué de Barros, Luperce Miranda, Laurindo de Almeida, Luiz Americano, Garoto, sem falar dos ritmistas.

Identificar todos os músicos de uma gravação é tarefa imensa, até impossível. Os conjuntos variavam muito, devido às exigências do gênero a gravar, época do ano, conveniências profissionais de cada músico. Via de regra, tinham o dirigente (o "dono"), dois ou três músicos mais ou menos estáveis e os demais entrando e saindo de todos os conjuntos da cidade.

Um exemplo dessa variabilidade. Benedicto Lacerda formou o "Gente do Morro", em 1930, para gravar na Brunswick. Em março de 1930 o conjunto tinha estes elementos: Benedicto (dirigente e flautista), Jacy Pereira (violão e cavaquinho), Alcebíades Barcelos, o Bide (tamborim), Ildefonso Norat (cantor) e Cipriano Silva (violão-baixo).

Já em setembro eram estes: Benedicto, Jacy Pereira, Bide, Henrique Britto (violão), Júlio dos Santos (cavaquinho), Gastão de Oliveira (tamborim), Juvenal Lopes (ganzá ou chocalhos) e Antonio (pandeiro).

Benedicto Lacerda em 1932 transformou o "Gente do Morro" no "Conjunto Regional de Benedicto Lacerda", por onde passaram durante muitos anos músicos de grande expressão: Russo do Pandeiro, Popeye do Pandeiro, Waldyro Frederico Tramontano (o Canhoto II) no cavaquinho, José e Francisco Coringa (violões), Carlos Lentini (o Gorgulho), Ney Orestes e Jayme Florence (o Meira) também nos violões, Horondino Silva (o Dino) no violão de 7 cordas, etc.

Na Victor, Carmen foi acompanhada pela "Orquestra Victor", em 43 gravações, por conjunto de Choro (côro) em 11, pelo "Grupo do Canhoto" em 26, pelo "Grupo da Guarda Velha" em 5, pelos "Diabos do Céu" em 49, pelo "Gente do Morro" em 1, algumas vezes apenas por violões, etc.

Além da "Orquestra Victor", da qual foi o fundador e primeiro regente, Pixinguinha formou na Victor outros conjuntos para gravações de músicas de estilo mais popular. O "Grupo da Guarda Velha" (1931 a 1933) e os "Diabos do Céu" (1933 a 1943). O primeiro era mais numeroso. Eram músicos da Victor: Van Thuyl de Carvalho e Ismerino Silva (trombones), Romeu Ghipsmann e Augusto Vasseur (violinos), Luiz Americano (clarinete e saxofone), Bonfiglio de Oliveira (pistão), Luperce Miranda (bandolim), Luciano Perrone (bateria), João da Baiana (pandeiro), Ernesto dos Santos, o Donga (banjo, cavaquinho e violão), Faustino Pedra da Conceição, o Tio Faustino (omelê), Eugênio Martins e Pixinguinha (flautas), Carlos Rego B. Souza (clarinete), João Martins (bandolim e contrabaixo), João Braga e Jonas Aragão (saxofones), Adolfo Teixeira (prato e faca), Oswaldo Viana, o China, irmão de Pixinguinha (afochê), José Alves (bandolim e contrabaixo), Walfrido Silva e Benedito Pinto (bateria), Arthur Nascimento (Tute) no violão de 7 cordas, José Américo (tuba), Romualdo Peixoto (Nonô) no piano e outros.

O "Grupo do Canhoto" (1928 a 1933) foi o regional de Rogério Guimarães, o "Canhoto", apelido de que não gostava, mas que o encarregado de imprimir o selo do disco em São Paulo teimava em manter. Compunha-se de Rogério (violão), Lourival Montenegro e Jacy Pereira (violões), Dedé (pandeiro), e outros. Talvez, tenha sido o melhor regional que já tivemos.

Na Odeon, Carmen teve orquestra em 46 gravações, o conjunto de Benedicto Lacerda em 18 oportunidades, o Grupo da Odeon em 27, o conjunto regional da gravadora em 12 e o conjunto Odeon em 18, etc.

A "Orquestra Odeon" tinha como fundador e dirigente Simon Bountman, nascido na Palestina (1-1-1900). Durou de 1930 a 1940 na Odeon. Gravava com o nome também de "Orquestra Copacabana". Acabou junto com o fim dos cassinos. Os músicos variavam: Vicente Paiva (piano), Luiz Americano, Djalma (pistão), Laurindo de Almeida (violão e guitarra), etc.

O "Conjunto Odeon" e o conjunto "Gente Boa" tinham mais ou menos a mesma formação: Luperce, Tute, Nonô, Ismerino, Walfrido, Djalma.

A mais de 100 sobe o número de compositores de Carmen. Neste trabalho algumas referências a eles, para ligar o nome do autor à obra musical. Muitos deles são célebres. De outros não há informações maiores, não obstante as lembranças de contemporâneos. Evidentemente, as referências são curtas, pelos dois motivos.

Os compositores mais gravados por Carmen no Brasil foram (clique nos nomes para abrir a respectiva biografia):

Compositor(es)Músicas
1.Ary Barroso30
2.Joubert de Carvalho28
3.Assis Valente24
4.André Filho21
5.Lamartine Babo12
6.Alberto Ribeiro10
7.Josué Barros
João de Barro
Walfrido Silva
9
8.Synval Silva
Luiz Peixoto
8
9.Benedicto Lacerda
Hervé Cordovil
Oswaldo Santiago
7
10.Arlindo Marques Junior
Roberto Roberti
6
11.Portello Juno
Vicente Paiva
Paulo Barbosa
Alcyr Pires Vermelho
Custódio Mesquita
Herivelto Martins
Kid Pêpe
Alcebíades Barcellos
5
12.Randoval Montenegro
Amado Regis
Dorival Caymmi
Milton Amaral
4
13.Agenor de Oliveira (Cartola)1


Achei desnecessário apontar todas as músicas destinadas ao carnaval, visto que todas podiam ser carnavalescas. O carnaval dessa época era também dançado e não apenas "pulado" como hoje. Mesmo as canções às vezes tinham sua vez nos folguedos. O carnaval era o eixo da música popular.

Os 3 primeiros discos de Carmen nos E.U.A. foram do Decca Album nº 109, cujas músicas eram "all from musical production", "Streets of Paris" and picture "Down Argentine Way". Os 3 seguintes discos, do Decca Album nº 210 de "That Night in Rio". Outros 3, a seguir, do Decca Album nº 295, com algumas músicas de "Week-End in Havana". As matrizes com letras "L" ou "DLA" indicam que foram gravadas em Los Angeles. As demais, sem letras, em Nova York.

Antes de gravar suas primeiras músicas, Carmen teve 3 discos, feitos no Brasil, lançados nos E.U.A.: nº 23095 - "O Que É Que a Baiana Tem" e "A Preta do Acarajé" / nº 23096 - "Boneca de Pixe" e "No Tabuleiro da Baiana" / nº 2097 - "Dance Rumba" e "Quando Eu Penso na Bahia". (ver foto)
Discos de Carmen Miranda feitos no Brasil e lançados nos E.U.A.: "O Que É Que a Baiana Tem" e "A Preta do Acarajé" / "Boneca de Pixe" e "No Tabuleiro da Baiana" / "Dance Rumba" e "Quando Eu Penso na Bahia"


Somando-se estas 6 gravações com as 32 que fez nos E.U.A., temos 38 gravações de Carmen no país do norte. Dessas 38 músicas, 26 eram em português e 12 em inglês. Das 38, 25 eram brasileiras, 5 abrasileiradas e 8 estrangeiras.

As 6 últimas gravações de Carmen tiveram a participação das "Andrews Sisters", o mais famoso conjunto vocal feminino dos E.U.A. nos anos 40, e, talvez, o mais famoso de todos os tempos. Era constituído de 3 irmãs: La Verne Sophie Andrews (1915-1968), Maxene Angelyn Andrews (1917-1995) e Patricia Marie Andrews (1920). Calcula-se que até 1950, tenham vendido cerca de 35 milhões de discos. As "Andrews Sisters" fizeram também gravações com Dick Haymes (1916-1980), Bing Crosby (1903-1977), e outros. (ver foto)

Abel Cardoso Junior (1938-2003) em      
"Carmen Miranda - A Cantora do Brasil"      
Edição Particular do Autor - 1978