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Comentários por / Comments by Doni Sacramento | |
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"PRIMAVERA NO RIO" [4m05s]
Nos românticos anos 1930, era costume deixar para o final dos filmes musicais a exibição do maior nome do elenco. Foi assim em "Alô, Alô Brasil", produção de 1935 dos Estúdios Waldow-Cinédia. Carmen se apresentou cantando "Primavera no Rio" acompanhada ao piano por Muraro, composta por João de Barro (Braguinha) em homenagem às Rainhas da Primavera do Rio. Foi enorme sucesso de bilheteria, porém nada do filme chegou aos nossos dias. Apenas duas fotografias dos ensaios, uma delas usada na edição deste video para tentar resgatar tamanha perda. Aqui, Carmen é acompanhada na gravação pelos Diabos do Céo. Tornou- se, junto à "Cidade Maravilhosa" de André Filho, com Aurora Miranda interpretando-a no mesmo filme, um hino carioca.
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"SERENATA TROPICAL" (Down Argentine Way / Twentieth Century Fox, 1940) Trailer do filme [4m06s]
A Fox estava um pouco incerta sobre sua nova aquisição sul-americana, mas sabia que devido ao sucesso imediato de Carmen em sua chegada aos Estados Unidos, ela seria uma grande atração no filme. Carmen tinha compromissos com vários shows em Nova York que a impediam, junto ao Bando da Lua, de ir a Los Angeles para as filmagens. A Twentieth Century Fox, então, enviou equipe a Nova York, especialmente para os filmar. A edição do filme tratou de os juntar ao elenco sem maiores problemas. Não lhe deram os generosos tratamentos e números musicais que aconteceriam em seus próximos filmes. Nem lhe deram falas em sua estréia no cinema americano. Mesmo assim, Carmen impressionou muito a todos com seu carisma característico em seus números no filme como cantora de nightclub, apresentando-se como si mesma. Carmen filmou quatro canções para o filme ("Mamãe Eu Quero" tornou-se definitivamente sua marca registrada entre os americanos). Mas, como só as cantou em português, uma delas, "Touradas em Madrid", foi deletada.
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"MAMÃE EU QUERO / BAMBU-BAMBU (SERENATA TROPICAL)" (Down Argentine Way / Twentieth Century Fox, 1940) [3m51s]
A Fox estava um pouco incerta sobre sua nova aquisição sul-americana, mas sabia que devido ao sucesso imediato de Carmen em sua chegada aos Estados Unidos, ela seria uma grande atração no filme. Carmen tinha compromissos com vários shows em Nova York que a impediam, junto ao Bando da Lua, de ir a Los Angeles para as filmagens. A Twentieth Century Fox, então, enviou equipe a Nova York, especialmente para os filmar. A edição do filme tratou de os juntar ao elenco sem maiores problemas. Não lhe deram os generosos tratamentos e números musicais que aconteceriam em seus próximos filmes. Nem lhe deram falas em sua estréia no cinema americano. Mesmo assim, Carmen impressionou muito a todos com seu carisma característico em seus números no filme como cantora de nightclub, apresentando-se como si mesma. Carmen filmou quatro canções para o filme ("Mamãe Eu Quero" tornou-se definitivamente sua marca registrada entre os americanos). Mas, como só as cantou em português, uma delas, "Touradas em Madrid", foi deletada.
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"BRAZIL" (Alô Amigos/Saludos, Amigos!, 1942 / Entre a Loura e a Morena/The Gang's All Here / Twentieth Century Fox, 1943) [6m57s]
Nesta edição, duas jóias clássicas da música brasileira, "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso, e "Tico Tico no Fubá", de Zequinha de Abreu, apresentadas no filme de Walt Disney que homenagea a América do Sul. Na primeira, a voz é de Aloysio de Oliveira, líder da Banda da Lua, com inserção de número apresentado por Carmen em filme. Na segunda, o Pato Donald e Zé Carioca ganham vida e se divertem juntos com o samba no Rio de Janeiro.
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"AURORA MIRANDA EM 'A DAMA FANTASMA'" (Phantom Lady / Universal Pictures, 1944) [6m04s]
Todos estão familiarizados com o título “Chica Chica Boom Chic”. Mas, e quanto a “Chica Boom Boom”? Para quem não sabe, este é o título do musical que a diva brasileira Estela Monteiro apresentou em temporada na Broadway. Estela Monteiro? Sim, este é o nome da personagem de Aurora Miranda no filme “A Dama Fantasma” (Phantom Lady) da Universal Pictures de 1944 (filmado no fim de 1943). Aurora aparece interpretando a música “Chick-Ee-Chick” da dupla Jacques Press e Eddie Cherkose - os dois processaram a Universal com a fortuna na época de 20 mil dólares logo após a estreia do filme por seus nomes não aparecer nos créditos. Por falar em créditos, o nome de Aurora aparece sem o sobrenome para não provocar confusão com o nome da irmã já consagrada em Hollywood (a crítica entendeu que o que o estúdio queria era evitar rivalidade entre as irmãs e nós sabemos que isso jamais aconteceu ou teve o risco de acontecer por elas se adorarem). E ela teve o privilégio de nos créditos do filme seu nome aparecer antes do também consagrado ator coadjuvante Elisha Cook Jr. Este foi o primeiro filme americano que Aurora, já casada e aos 28 anos, fez nos Estados Unidos. Depois, em 1944, ela foi o primeiro ser humano a contracenar com personagens de desenho (junto com elementos do Bando da Lua) no filme “Você Já Foi a Bahia?” (The Three Caballeros) de Walt Disney e, no mesmo ano, “Brazil” pela Republic Pictures ao lado de Tito Guízar, Virginia Bruce, Edward Everett Horton (o qual trabalhou ao lado de Carmen em dois filmes) e do conhecidíssimo cowbow Roy Rogers. Mas não foi creditada no filme da Warner Brothers “Os Conspiradores” (The Conspirators), também nesse ano, onde aparece cantando “Rua do Capelão”. Aurora tem papel importante em “A Dama Fantasma” – por causa de seu chapéu, ela quase injustamente levou um cidadão americano à cadeira elétrica. Em inglês quase sem sotaque, ela tem diálogos inteiros, concede também umas palavras em português e mostra sua linda voz soprano. Apesar dos “furos” no roteiro e na direção, o filme se tornou um clássico do gênero “noir”. E pioneiro em ter cenas, hoje de leve apelo erótico, que passaram “despercebidas” pela censura americana (o olhar insinuante que o bateirista da orquestra do teatro, personagem de Elisha Cook Jr., joga às mulheres da plateia, sua relação com a bateria e a viagem da câmera sobre as pernas de Ella Raines, a atriz principal), e devem ter deixado muita gente de rosto vermelho na plateia dos cinemas. Para nós brasileiros, o que importa é que as irmãs Miranda só nos dão orgulho.
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"CARMEN MIRANDA NO HOLLYWOOD REEL" (Johnson & Watson, 1949) [2m48s]
Carmen Miranda abre sua mansão em Beverly Hills para receber o repórter Erskin Johnson, dono de famosa coluna de fofocas, e Coy Watson, o primeiro cinegrafista da televisão americana à cata de notícias dos bastidores de Hollywood. Através deles, podemos ver Carmen como poucos a viram. Totalmente à vontade, sem as frutas, fantasias e balangandãs, em ótima forma, dentro de um ousado biquini para a época o qual ela mesma criou, bronzeadíssima e com o excelente humor de sempre, na piscina para o deleite de seus milhões de fãs americanos que assim a viram pela televisão.
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