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"Revista Manchete" Rio, 25 de dezembro de 1954 "Meu grande sucesso continua sendo, ainda, "Mamãe Eu Quero". "Show" sem "Mamãe Eu Quero" é espetáculo incompleto. Fora isso, tenho que incluir, obrigatoriamente, em meu repertório, o "Tico-Tico no Fubá", "Delicado" e "Chiquita Bacana". A platéia americana e mesmo a européia não gosta de música brasileira lenta. E não adianta insistir. Sei que há muitos sambas bonitos, sei quase todos, mas não posso cantá-los em público porque o público não gosta. Quer é movimento, puladinho. Num dos filmes que fiz em Hollywood, insisti com o diretor para que colocasse entre os números musicados o "No Tabuleiro da Baiana", que seria cantado por mim e pelo César Romero. Chegamos mesmo a ensaiar. Mas na hora o diretor se negou terminantemente a encaixar no filme a música de que eu tanto gosto. Não adiantou pedir. A explicação me convenceu: "Carmen, você aqui tem que fazer música que agrade aos brasileiros, aos americanos e aos europeus. Se você agradasse apenas aos brasileiros, não estaria mais aqui"." |