Carmen Miranda em

A MULHÉ QUANDO NÃO QUÉ
[Lundu
De R.S. de Mello
Acompanhamento de Chôro
Gravado em 13 de junho de 1930
Disco Victor 33339-B Matriz 50.318]

A muié quando não qué dar confiança p'rá gente
vai-se embora lá p'rá dentro, dizendo que está doente
Mas a muié quando qué não se pode agüentá
enrabicha atrás da gente, nunca mais que qué largá

A muié quando não qué nem na porta ela sai
Se a gente bole com ela: "Olhe que eu conto a papai!"
Mas a muié quando qué espera té no vizinho
Se a gente quer ir-se embora: "Fica mais um bocadinho!"

A muié quando não qué espia pelo vão da porta
Com o cabelo arrepiado parece galinha morta
Mas a muié quando qué alevanta de sapato
que assim cala o pé de esteio,
pó-de-arroz que pague o pato

A muié quando não qué sai sem arrepará vestido
Se a gente bole com ela: "Meu Deus, que hôme atrevido!"
Mas a muié quando qué ninguém mais é hôme à toa
O que cai na rede é peixe, embarca em qualquer canoa

A muié quando não qué nem correndo a gente alcança
Se a gente bole com ela: "Eu não lhe dou confiança!"
Mas a muié quando qué na testa ela puxa um cacho
Não namora carrapato porque não sabe qual é o macho!