MALANDRO
[Samba
De André Filho,
Acompanhamento de Chôro e Côco
Gravado em São Paulo em 12 de agosto de 1930]

(Estribilho)
Malandro (ôi malandro!)
Tu sabes que eu te quero bem (te quero bem)
Te dei beijos e carinhos
E um pouco de amor também (bis)

Não quero mais te pedir
Não vale a pena chorar
Tudo que é bom nesta vida

um dia tem que acabar (ôi malandro!)

(Estribilho)

Muito cedo desdenhaste
o carinho que eu te dei
Somos na vida o contraste
Eu de esperar já cansei (ôi malandro!)

(Estribilho)

Vou te dizer uma coisa
Mas não vás ficar zangado
Eu sei que você também
tem muitas vezes chorado (ôi malandro, ôi!)





Comentários:

"André Filho tem dado à Victor algumas peças de sua autoria que têm merecido de nossa crítica os melhores comentários. São duas composições desse autor que constituem o repertório do mais recente disco de Carmen Miranda, o de nº 33.371. São elas: "Malandro", samba e "Cuidado, hein!", marchinha. Ambas poderiam se denominar marchinhas, porquanto os ritmos em que estão executadas são idênticos. - O samba é saltitante, mas não apresenta música das mais interessantes. - O verdadeiro sucesso do disco, reside na marchinha "Cuidado, hein!", que não hesitamos em classificar de magnífica: ritmo carnavalesco, música de boa melodia, sobretudo de agrado popular e letra bem enquadrada e adequada. - Carmen Miranda canta ambas as peças com a brejeirice e eficiência de sempre, reafirmando, mais uma vez, a enorme popularidade que já atingiu. - Os acompanhamentos, que são feitos por violão, flauta e marcação de "caixa", estão magníficos, sobretudo na marchinha, cujo arranjo instrumental está digno de nota e onde se notam oportunas partes de côro. - Ao nosso ver, a marchinha constituirá o motivo de franca aceitação dessa chapa. - A etiqueta não nos diz quem são o flautista e o violinista, mas seríamos capazes de garantir que se tratam de Pexinguinha e Rogério Guimarães." - Revista Phono-Arte nº 49, Rio, 30/12/1930

Com Carmen, tudo indica, canta Breno Ferreira, fazendo pequena ponta em "Malandro". A matriz seguinte seria dele (50.452). Quanto à garantia do crítico de que o flautista seria Pixinguinha, não era. Pixinguinha não estava em São Paulo - o flautista era Atílio Grany. Quanto a Rogério, acertou. - Abel Cardoso Junior

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