POLICHINELO
[Chôro
De Gadé e Almanyr Grego
Gravada por Carmen Miranda em 1936]


Intérprete/Singer:
Ademilde Fonseca
Gravação: 1958

Polichinelo, meu Polichinelo
que eu ganhei num certo dia que o tempo levou
És a lembrança da felicidade
que alguém só por maldade me proporcionou

Tu representas um papel na vida
da minha infância querida que não volta mais
Tu és a causa deste meu grande tormento
Tu és o próprio alento dos meus tristes ais

Dos meus segredos oh! Polichinelo
Ai, Ai, és o arquivo
Das minhas dores oh! Ui, ui, és o lenitivo

Quando eu pressinto me fugir a calma
procuro em ti a distração da alma
Porque tu tens na tua fantasia
as lindas cores das palavras que ele me dizia

Dos meus segredos oh! Polichinelo
Ai, Ai, és o arquivo
Das minhas dores oh! Polichinelo
Ui, ui, és o lenitivo

Quando eu pressinto me fugir a calma
procuro em ti a distração da alma
Porque tu tens na tua fantasia
as lindas cores das palavras que ele me dizia

Poli, Poli, Polichinelo, meu Polichinelo
que eu ganhei num certo dia que o tempo levou
És a lembrança da felicidade
que alguém só por maldade me proporcionou

Tu representas um papel na vida
da minha infância querida que não volta mais
Tu és a causa deste meu grande tormento
Tu és o próprio alento dos meus tristes ais





Capa do LP "À la Miranda", gravado por Ademilde
Fonseca em 1958 em homenagem a Carmen Miranda. Na foto,
baus originais que pertenceram a Carmen Miranda.




Ademilde Fonseca Delfim, cantora brasileira, nasceu em MacaíDa RN em 4 de março de 1921 Foi criada em Natal RN, para onde a família se mudou quando tinha quatro anost ainda muito ioyem ligou-se a um dos conjuntos de seresteiros locais, do qual participava Naldimar Gedeão Delfim, com quem casou mais tarde. Em 1941, já casada, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte (1942), depois de um teste na Rádio Clube do Brasil, apresentou-se no programa de calouros Papel Carbono, de Renato Murce. Neste mesmo ano de 42, cantando com o Regional de Benedito Lacerda numa festaT obteve enorme sucesso interpretando Tico-tico no Fubá" (Zequinha de Abreu). Desde menina conhecia a letra do famoso choro, escrita porEurico Barreiros em 1931 e ainda inédita em gravações. Levada por Benedito Lacerda aos estúdios da Columbia, sob a direção musical de João de Barro, estreou gravando Tico-tico no fubá e Voltei pro morro (Benedito Lacerda e Darci de Oliveira), disco lançado em julho de 1942, com grande êxito. A partir de 1943, com "Apanhei-te Cavaquinho" (Ernesto Nazareth, com letra de João de Barro) e Urubu malandro (choro adaptado por Lourival de Carvalho), tornoi>-se conhecida como cantora, sendo procurada por diversos compositores. Em 1944T levada por Deo, integrou o elenco da Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, apresentando-se com os regionais de Rogério Guimarães e Claudionor Cruz. No ano seguinte, sua interpretação da polca Rato, rato (Claudino da Costa e Casimiro Rocha), gravada em ritmo de choro, consagrou-a como a maior intérprete do choro cantado. Nessa gravação, pela primeira vez, não foi acompanhada por Benedito Lacerda, mas pelo conjunto Bossa Clube, liderado pelo violonista Garoto. Em fins da década de 1940, com a moda do samba-canção e do baião, o prestígio da cantora diminuiu. Em junho de 1950 retornou às paradas de sucesso com as gravações de Brasileíhnho (Waldír Azevedo e Pereira da Costa) e Teco-teco (Pereira da Costa e Milton Vilela), nas quais foi acompanhada pelo regional de Waldir Azevedo.


Escrito por Raí T. Rio