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O QUE É QUE A BAIANA TEM [Samba De Dorival Caymmi Gravada por Carmen Miranda em 1939]
(Carmen Miranda) O que é que a baiana tem? (Bando da Lua) O que é que a baiana tem? (CM) Tem torso de seda? Tem! (BL) O que é que a baiana tem? (CM) Como ela requebra bem...! (BL) O que é que a baiana tem? (CM) Quando você se requebrar (BL) O que é que a baiana tem? (CM) Mas o que é que a baiana tem? (BL) O que é que a baiana tem? (CM) O que é que a baiana tem? (BL) Tem torso de seda? Tem? (CM) Tem! (BL) Tem brinco de ouro? Tem!(CM) Ah! (BL) Corrente de ouro? Tem!(CM) Que bom! (BL) Tem pano da Costa? Tem!(CM) Tem? (BL) Tem bata rendada? Tem!(CM) E que mais? (BL) Pulseiras de ouro? Tem?(CM) Tem! (BL) Tem saia engomada? Tem!(CM) Tem? (BL) Sandália enfeitada? Tem!(CM) Só vai no Bonfim quem tem! (BL) O que é que a baiana tem? (CM) Só vai no Bonfim quem tem! (BL) O que é que a baiana tem? (CM) Um rosário de ouro, uma bolota assim (BL) Ôi, não vai no Bonfim (CM) Quando você se requebrar... (BL) O que é que a baiana tem? (CM) Só vai no Bonfim quem tem... (BL) O que é que a baiana tem? (CM) Só vai no Bonfim quem tem... (BL) O que é que a baiana tem? (CM) Um rosário de ouro, uma bolota assim (BL) Ôi, não vai no Bonfim (CM) Que a baiana tem...? O multi-instrumentista Henriques Cazes presta com esta perfeita remixagem, onde inclui com base na gravação original o som de instrumentos por ele executados, sua homenagem ao centenário de nascimento de Carmen Miranda. Ele é carioca, nascido em família de músicos amadores (pai violonista e compositor, mãe cantora) e começou a tocar violão com seis anos de idade. Gradativamente foi incorporando a seu dom o cavaquinho, o bandolim, o violão tenor, o banjo, a viola caipira e finalmente a guitarra elétrica, sempre como autodidata. Estreou profissionalmente em 1976 com o "Conjunto Coisas Nossas", o qual realizou ampla pesquisa sobre a música brasileira dos anos 1920 e 1930. Em 1980, passou a integrar a Camerata Carioca, onde trabalhou em contato direto com dois músicos que o influenciaram muito: o bandolinista Joel Nascimento e o maestro Radamés Gnattali. Em 1988, Henrique iniciou sua carreira de solista de cavaquinho, com o lançamento de seu primeiro disco "Henrique Cazes" (MusiCazes). Neste mesmo ano, lançou o método "Escola Moderna do Cavaquinho" (Lumiar Editora), o mais utilizado livro didático do instrumento. Como solista, lançou ainda vários discos e se apresentou no Japão, Europa e Estados Unidos. Em 1998, lançou o livro "Choro, do Quintal ao Municipal" (Editora 34), em que resume a história de pouco mais de 150 anos de Choro. Ele tem se dedicado a projetos que ampliam as fronteiras do Choro como com o disco "Bach no Brasil", a série "Beatles ‘n’ Choro" e o CD "Tudo é Choro", que mostra músicas de vários países que trazem parentescos históricos com o estilo. Sendo considerado o melhor solista de cavaquinho e um dos mais ativos músicos de Choro da atualidade, Cazes tem paralelamente desenvolvido uma premiada carreira como produtor de discos, além de compor trilhas para cinema, teatro e televisão. |