IVETA RIBEIRO
(jornalista, poetisa e compositora, 1886-?)

"Carmen Miranda teve aquela impressionante consagração, depois de morta, porque, simplesmente, e acima de tudo, foi uma mulher cheia de bondade e de simplicidade; uma criatura dona de uma alegria contagiante e sadia; uma alma feita de sinceridade; de lealdade, que sabia fazer amizades profundas e que gostava de levar pela mão amiga quantos dela se acercassem, precisando de qualquer modalidade de auxílio.

Não creio que na curta vida dessa artista, tivesse ela criado um ressentimento com alguém, tivesse negado um pouco do seu formidável tesouro de carinho a quantos tiveram oportunidade de dela se aproximar. Todas as fotografias divulgadas por acasião de sua última estada no Rio, mostravam-na abraçando, beijando alguém, com aquele seu modo, a um tempo de criança alegre e carinhosa, e mulher sem malícias nem maldades".

("O Dia", Rio, 28-8-1955)