TEÓFILO DE BARROS
(jornalista, radialista, músico, produtor musical, 1911-1969)

"Se Carmen gravar uma música qualquer horrorosa, essa música se vende aos milheiros. É tocada, cantada e assobiada até azedar e encher de dinheiro as editoras. O compositor pode ser até qualquer um. Não tem importância. Ficará importante do dia para a noite.

A Victor foi quem a lançou. Mas a Odeon tanto fez, tanto fez, que carregou a rainha para lá. Chamaram-na de ingrata:
- O que eu não podia, meu nêgo, era ficar a vida inteira sem variar - disse ela, femininamente.

E piscou um olho."

("Revista Carioca" - Rio, 15-5-1937)